www.specialservice.com.br

  Buscar       

www.specialservice.com.br

 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 

 

11/05/2009 - Violência avança nas escolas

Fonte: Gazeta do Povo

Clique para ampliar
Clique para ampliar
Clique para ampliar

Seguidas pesquisas têm revelado que cada vez mais a violência está presente no cotidiano da escola, seja por meio de xingamentos, discriminação ou agressões físicas. A mais recente feita pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) revela que nada menos do que sete entre dez alunos e professores já presenciaram alguma cena de agressão física na escola e 21,5% dos estudantes relatam conhecer casos de abuso sexual nas dependências escolares.

Os dados da Ritla referem-se ao Distrito Federal, mas a realidade se assemelha em todo o país. No Paraná, em fevereiro deste ano Yuri Henrique Mendes Chaves, de 10 anos, foi morto na saída da escola por colegas de 13 e 14 anos que se reuniram para agredi-lo. No início da semana passada, um grupo de 13 jovens foi acusado de cometer violência sexual contra uma mulher de 31 anos, portadora de problemas mentais. A cena foi gravada em celulares e ocorreu numa escola agrícola de Apucarana, região Norte do Paraná.

A Ritla aplicou 10 mil questionários para alunos e 1.300 para professores e diretores de escola, de junho a setembro de 2008. A violência no dia a dia escolar se dá em forma de xingamentos, discriminação ou agressões físicas. Quase metade dos adolescentes afirmaram já ter sido xingados por colegas. Segundo o diretor executivo da Ritla, Jorge Werthein, a pesquisa mostra um panorama de toda a educação brasileira e poderia ser transposta para todos os estados, ou mesmo para a América Latina. “São problemas análogos.

Há um alto índice de violência física e simbólica, que dificulta a melhoria da qualidade na educação. Ninguém aprende em um ambiente assim”, diz.

O que preocupa são os preconceitos raciais, homofóbicos e xenófobos presente nos estudantes. Seis entre dez relatam já ter visto alguém tido como homossexual ser discriminado e 55% viram discriminação em função da raça ou cor. Há relatos de agressões em função da pobreza e local de nascimento, descrito principalmente pelos nordestinos. Além disso, são crescentes os casos de “cyberviolence”, com o uso da internet para propagar a violência. “Não existem políticas públicas para combater essa opressão. Os professores não sabem o que fazer e perdem o controle. É preciso mobilização e estratégia”, diz Werthein.

Todos perdem
Outra pesquisa, realizada no ano passado pela Universidade Federal do Paraná, mostra que dois terços dos estudantes brasileiros (66%) estão envolvidos com a violência, como agressores, vítimas ou em ambas as situações. Dos entrevistados, 30% haviam recebidos chutes, empurrões ou socos uma ou mais vezes nos últimos seis meses, e um quarto relatou fazer ameaças aos amigos.

O estudo foi realizado em Curitiba, Goiânia, Governador Valadares e Teresina. Para o pesquisador Josafá Cunha, falta no Brasil um aparato legal para que as escolas sejam obrigadas a tratar a questão da violência, o que já acontece nos Estados Unidos e Inglaterra.
Cunha acredita ser importante trabalhar o assunto porque há prejuízo para todos, tanto a vítima tem conseqüências negativas como o agressor. “Quer a escola queira admitir o não, quer a sociedade admita ou não, o fato é que a educação está falhando”. Uma saída está no envolvimento dos próprios jovens.

“A idéia de que a educação vem de casa já mostrou ser falha. Temos que mostrar que o conflito pode ser positivo, que aprendemos com ele desde que seja pelo caminho correto”. O envolvimento da família também é essencial. Estudos mostram que o acolhimento positivo dos pais na vida do adolescente é um fator positivo. “Violência não tem só em escola com Ideb zero. É como se fosse uma substância tóxica que impede outras coisas positivas de florescerem”.

Prevenção

Fortalecer o vínculo entre família e escola e tratar a todos com igual respeito são duas das cinco dicas do psicólogo Josafá Cunha, pesquisador da UFPR, para prevenir e reduzir a violência escolar, em qualquer idade.

1. Comprometimento com o aprendizado escolar – Essa é uma responsabilidade do estudante, da escola e da família.

2. Fortalecer a relação entre a família e a escola – Estudantes cujas famílias estão envolvidas em seu crescimento dentro e fora da escola têm maior chance de ter sucesso escolar.

3. Relacionamentos positivos – O bom relacionamento com um adulto que está disponível para oferecer apoio quando necessário é um dos fatores fundamentais para prevenir a violência escolar.

4. Tratar a todos com igual respeito – Uma das principais fontes de conflito em muitas escolas é a percepção de que existe um tratamento injusto em relação aos estudantes.

5. Comunicação – Criar formas para que estudantes compartilhem suas preocupações. É muito importante que as crianças sintam-se seguras quando expressam suas necessidades, medos e ansiedades para um adulto na escola.


Matérias de News
03/09/2010 - Sindesp-PR dá dicas para um feriado seguro
Os feriados da Independência e de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais devem levar muitos curitibanos às praias.
30/08/2010 - Shoppings de SP adotam segurança armada
Do começo do ano até este mês, São Paulo teve 13 assaltos a joalherias e relojoarias dentro de shopping centers.
18/08/2010 - Assaltos criam polêmica sobre segurança armada em shoppings
Na véspera do dia dos pais. Ao mesmo tempo, bandidos atacam duas joalheiras de um shopping na Zona Norte da capital paulista.
02/07/2010 - Disque-extorsão tem esquema rentável
A tentativa de extorsão contra o vice-presidente da República, José Alencar, em abril, revelou detalhes do funcionamento do crime conhecido como disque-extorsão no sistema penitenciário do Rio de Janeiro.
18/06/2010 - Sancionada lei que proíbe uso de celular em bancos
Lei determina que infrator fique sujeito à apreensão do aparelho, que será devolvido somente na saída
15/06/2010 - Lei sobre celular em banco esbarra em fiscalização
Os curitibanos não estão certos de que a proibição do uso de celular dentro dos bancos, que poderá virar lei na capital, traga mais segurança aos usuários.
15/06/2010 - DEBATE: Proibir o uso de celulares nas agencias é a melhor forma de evitar assaltos nas proximidades dos bancos?
A dificuldade de localizar os suspeitos que repassam as informações aos bandidos que fora a agencia, sobre saques realizados no interior do banco, faz com que a segurança dos clientes fique ameaçada.
09/06/2010 - Ganhou na Mega-Sena? Seja discreto e confira dicas de segurança
Você teve o momento de maior sorte na vida de qualquer pessoa: ganhou milhões de reais acertando as seis dezenas da Mega-Sena.
09/06/2010 - Brasil prepara modelo de segurança em estádios
Além do financiamento das obras de preparação para a Copa do Mundo de 2014, o Brasil está dando início a outro debate: o modelo de segurança interna que será implantado nos estádios durante o Mundial de futebol em território nacional.
11/05/2010 - Prevenção – Empresas reforçam segurança para inibir assaltos.
Além do uso da tecnologia em monitoramento e alarmes a portaria e seus profissionais têm uma função fundamental.

Página: 1 de 13


  [ Próxima Página >> ]

 

 

www.specialservice.com.br

 
 
 






 

www.specialservice.com.br