Fonte: Paranashop
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Um ano depois de lançada pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-Pr) a campanha contra a clandestinidade no setor mostra resultados. De acordo com levantamento realizado pelo sindicato, até abril deste ano foram recebidas mais de 570 consultas, entre telefonemas e e-mails, a respeito da contratação de empresas de segurança. “Este é um número bastante significativo, mas ainda não é o ideal. Entretanto, antes do lançamento da campanha nós recebíamos no máximo duas consultas por semana”, afirma o presidente do Sindesp-Pr, Jeferson Nazário.
O levantamento aponta que a maioria dos contatos feitos com o sindicato acontece por telefone. Uma das razões seria o medo que as pessoas têm de se identificar. Nazário ressalta que todo contato é importante, que é preciso consultar o sindicato e a Polícia Federal a respeito da regularização do serviço prestado por determinada empresa, mas que não é preciso temer ser identificado. “Este é um direito da comunidade, da pessoa que está contratando o serviço, saber se a empresa que será contratada presta um serviço legalizado ou está irregular”, declara.
Nazário explica que a cartilha lançada no ano passado continua à disposição da população, e que qualquer pessoa pode consultar o Sindesp-Pr para solicitar informações e pedir informações sobre a legalidade de funcionamento de empresas de segurança. “Nós estamos abertos às consultas da população, que é o maior contratante destes serviços, e que precisa estar orientada e bem informada para sempre contratar empresas cujo funcionamento esteja autorizado pela Polícia Federal”, explica.
De acordo com o presidente do Sindesp, a proliferação das empresas clandestinas é resultado de vários fatores, entre eles uma legislação permissiva que não responsabiliza quem contrata e quem oferece os serviços de segurança privada de forma ilegal.
Nazário alerta ainda que muitas empresas têm liberação para outros fins, como monitoramento de alarmes, e acabam prestando serviço de segurança, sem autorização da Polícia Federal para tal. “A população corre riscos ao contratar empresas que não são liberadas para serviços de segurança. Afinal, empresas clandestinas não têm critérios, nem responsabilidades, já que admitem pessoas não habilitadas, sem curso de formação em escola credenciada pela Polícia Federal. Não priorizam antecedentes criminais, nem exames de saúde física e mental, pagam salários abaixo do piso salarial da categoria, não recolhem encargos sociais, além de não fornecer seguro de vida a seus funcionários para o exercício da função. Características que comprometem o bom serviço e colocam em risco a vida dos cidadãos”, enfatiza o presidente do Sindesp.
Sobre o Sindesp-Pr
O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-Pr) atua em todo o Estado em defesa da categoria junto a órgãos públicos e demais entidades do setor. Para isso, desenvolve palestras, seminários e cursos na área; atua nas discussões de projetos de leis que beneficiem o setor em prol da segurança, além de oferecer assessoria jurídica e convênios para seus associados.
O segmento de segurança privada emprega no Paraná cerca de 18 mil pessoas e faz parte dos projetos do Sindesp garantir uma estrutura eficaz, contribuindo para a qualidade nos serviços prestados à sociedade.
O Sindesp-Pr tem 25 anos e tem como associadas 34 empresas. O presidente da entidade é Jeferson Furlan Nazário.
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