Fonte: Folha de Londrina
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SIM
A dificuldade de localizar os suspeitos que repassam as informações aos bandidos que fora a agencia, sobre saques realizados no interior do banco, faz com que a segurança dos clientes fique ameaçada. Diante disso, faz-se necessária uma medida de proteção a essas pessoas. Muitas vezes, saques altos costumam colocar os clientes bancários em situação de fragilidade, já que as quadrilhas que atuam dessa forma costumam contar com informações vindas de dentro da agencia. A proibição do uso do celular dentro das agências pode inibir esta pratica, e assim, ser uma proteção a mais. Embora isso possa causar certo desconforto aos usuários, o saldo tende a ser positivo, desde que seja bem implantado e que os bancos inicialmente disponibilizem pessoal treinado para orientar a população.
Podemos fazer uma comparação com os estabelecimentos que exigem a apresentação do RG com foto para aceitar o pagamento com o cartão de credito. Isso pode gerar algum incomodo, mas indiscutivelmente culmina em uma segurança maior para o usuário. Se todos exigissem o documento, isto coibiria o uso de cartões roubados. No caso da proibição de uso de celulares em bancos, isso visa dificultar que informações sejam repassadas por marginais, que ficam dentro das agências com objetivo de facilitar o roubo dos usuários após a saída. Incomoda? Depende do ponto de vista.
Mauricio Smaniotto, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR).
NÃO
Na visão do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região esta não é a melhor forma de evitar assaltos nas proximidades das agências, especialmente diante da forma com que a lei foi concebida.
Principalmente em três pontos: 1) A punição aos possíveis infratores será dada pelo bancário, que não foi contratado para tomar celulares dos clientes ou usuários da agencia. Podemos esperar reações negativas e muito tumulto. 2) O Projeto de Lei permite que o funcionário do banco use celular, uma ferramenta muito comum no relacionamento comercial com os clientes. O cliente aceitará que o funcionário atenda seu celular? 3) Qual a eficácia dessa lei? Que mecanismo de controle teremos? Como será a fiscalização? A policia ficara disponível para os atendimentos dessas ocorrências? Teremos que aumentar o efetivo policial e, ao mesmo tempo, o bancário, que já convive com as metas abusivas, terá que fazer o papel do homem da lei. Da forma como foi proposta, a lei é inócua, possui inconsciências jurídicas e não será cumprida. O Sindicato sugere como medidas eficientes para a melhoria na segurança das agências a contratação de mais bancários, o que evitaria aglomeração no interior das unidades; instalação de câmeras externas com monitoramento em tempo real, com imagens de qualidade, que possam ser checadas pela policia; aumento no numero de vigilantes e investimentos em treinamento e fiscalização e punição severa aos bancos que estejam descumprindo a lei de segurança vigente.
Carlos Alberto Copi, dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
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