Fonte: Revista Isto É
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A crescente onda de roubos sofisticados que vêm ocorrendo nas grandes cidades, sobretudo em São Paulo. Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), um assalto passa a ser sofisticado quando há invasão de imóvel, envolvimento de pelo menos dois bandidos armados, utilização de disfarces e planejamento. O mesmo estudo da SSP-SP mostrou que, entre janeiro de 2008 e junho de 2009, 223 assaltos sofisticados foram registrados na cidade - uma média de um a cada três dias. Nas grandes capitais esse tipo de ocorrência é cada vez mais comum. O marginal já entendeu que, com portarias blindadas e sistemas de segurança, render o porteiro não é tão fácil quanto era, informa Waldomiro Milanesi, delegado.
Segundo Milanesi, entrar de forma simulada ou travestida é os dois expedientes básicos dos bandidos para driblar os sistemas de segurança. Simulada é quando o marginal furta um controle remoto para abrir o portão do imóvel ou clona o carro de um dos moradores - técnica comum em edifícios -, para enganar o responsável pelo portão. Travestida é quando usa disfarces, como de carteiro - o preferido dos bandidos -, entregador de farmácia ou funcionário de prestadoras de serviço, como os de tevê por assinatura.
Em todos os assaltos, há um longo processo de pesquisa por parte dos marginais, que dão o máximo de semelhança aos disfarces e histórias.
Os moradores estão apavorados com a violência e o nível de informação dos bandidos, para Milanesi, existem muitas formas de se descobrir informações da rotina de uma casa. Um empregado pode revelar, sem maldade, mais do que se imagina. Em pontos de ônibus são comuns os bandidos puxarem conversas, aparentemente desinteressadas, com funcionários da casa em vista atrás de informações. Os moradores também contribuem para a própria insegurança, falando demais de seus hábitos. "A palavra de ordem é sigilo", afirma o delegado. "Quanto menos você falar de si, melhor."
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